Faixas realistas de investimento em planejados para apês de 50, 70 e 80 m² — e o que faz o preço subir ou descer.

Quanto custa móveis planejados em apartamento de 70 m²? A resposta séria é uma faixa, não um número mágico: no mercado brasileiro, o metro quadrado de planejados varia de R$ 1.800 a R$ 2.500 na linha econômica e de R$ 2.800 a R$ 4.200 no médio e alto padrão. Aqui a Prumo abre as contas para apês de 50, 70 e 80 m², explica como o orçamento é calculado e mostra onde vale investir — sem promessa vazia.
Marcenarias e lojas usam três formas de precificar, e comparar orçamentos sem saber qual é qual gera confusão. No metro linear, mede-se a extensão dos módulos na parede — comum em cozinhas, mas esconde diferenças de profundidade e altura. No metro quadrado, calcula-se a área de móvel produzida, com valores de referência entre R$ 1.800 e R$ 2.500 na linha econômica e R$ 2.800 a R$ 4.200 no médio e alto padrão. Já o orçamento fechado parte do projeto completo: cada ambiente é detalhado, com material e ferragens especificados — o modelo que a Prumo adota, com projeto 3D aprovado antes de qualquer peça ser cortada. Dois orçamentos só são comparáveis quando descrevem o mesmo material, as mesmas ferragens e o mesmo acabamento.
Num apê de 50 m², o pacote costuma se concentrar em cozinha, dormitório e banheiro. Em 70 m² entram sala, varanda e um segundo quarto. Em 80 m² já se justifica closet e home office. Não é a metragem do imóvel que define o valor, e sim os metros de móvel: um apê pequeno com marcenaria em todos os ambientes custa mais que um grande com dois ambientes atendidos.

O primeiro fator é o material: MDF de qualidade gira em torno de R$ 1.300 por m², enquanto madeira maciça parte de R$ 2.500 — a escolha pode dobrar o custo de um ambiente. O segundo são as ferragens: corrediças e dobradiças simples custam uma fração das corrediças ocultas com amortecimento, mas a diferença aparece no uso diário. O terceiro é o acabamento: fita de borda bem aplicada, alinhamento no milímetro e portas sem folga exigem maquinário e mão de obra qualificada. Complexidade também pesa — nichos, iluminação embutida e portas de correr elevam o valor. E o que barateia demais um orçamento quase sempre é corte invisível: chapa fina, ferragem frágil, fundo de baixa gramatura. O preço desce, e a durabilidade desce junto.
Móvel planejado não é despesa isolada: planejados bem executados valorizam o imóvel entre 5% e 15%. A regra prática é priorizar qualidade nos ambientes de uso intenso — cozinha e dormitórios concentram abertura e fechamento diário, então ferragens premium e material estrutural de qualidade se pagam ali primeiro. Exija projeto 3D aprovado antes da fabricação: é a única forma de saber o que está comprando. Compare orçamentos pelo memorial descritivo, não pelo total — espessura de chapa, marca de ferragem e prazo por escrito. Desconfie de valor muito abaixo da faixa de mercado: em planejados, o desconto agressivo costuma sair da estrutura do móvel, e refazer daqui a três anos custa mais do que fazer certo agora.
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Aproveitamento de espaço, durabilidade e custo: quando o planejado compensa e quando o móvel de loja resolve.





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